Como de praxe, o ciúme lento foi encarnando em meu corpo frágil e tomou de assalto meu raciocínio, esganou-o. O sentimento puro nasceu ali, nasceu já morto em meu peito, latente em minha garganta imunda chumbando meu cérebro. Levou-me ao delírio e ao pranto.
Sujeitei-me às influências do amor, do vício ao ego e do temor. Nunca antes havia abocanhado as amarguras de um medo do tolo menino que tentou roubar meu coração.
Impossível que o amor seja apenas uma adaptação à que o homem se sujeitou para produzir mais e melhor! Isso é a mais pura das tolices! Como explicar nossos sentimentos? Nossos reflexos?! Nunca antes ouvi algo tão ridículo quanto que o amor é um efeito do homem! O amor não foi produzido pelo homem, em hipótese alguma! O homem é tão egoísta que não admite um ser mais inteligente que ele!
O capital fétido alagou de lama a mente dos egoístas arrastando-os ao caos da moral! Pobres que negaram o cristianismo, pobres que negaram as virtudes! Serão levados ao inferno da carne e queimados ao fogo da justiça!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Poeta
Àqueles lábios que almejo
Boquiaberto, espreito
Um enlevo, um desejo
Em seu corpo esmerado
A saúde em pleno labor
Não há ser neste mundo
Caridoso o bastante
Para dividir tão lindo tesouro
Não há homem que não tema
Perde-la,
Não há mente que não seja
Atacada, estrangulada,
Esfaqueada, ensangüentada
Pelo medo, nobre medo
De ser seu corpo
De outro
À que pudesse lamber
Com intenso desejo
Não há neste mundo moça mais bela
Beijo mais doce, bunda mais gostosa
Que a dela
Em um baú não posso guardá-la, prende-la
Pra esconder de todos sua beleza
Seria um ultraje à bondade divina
Que me surpreendera com essa
Fantástica obra prima
É mais vista que qualquer pedra rica
Mais amada que qualquer pátria
Uma jaula não seria suficiente
Para reprimir meu medo frágil
Enjaulá-la talvez não seria a solução
Não há ser neste mundo que não queira possuí-la
É este seu veneno
Que embriaga meu coração
O abraço que desejo
Faz mostrar a todo custo
Que o exemplo do meu ensejo
Egoísta, é tê-la só pra mim
Prendê-la em meus braços
Pra não escapar um só fio de cabelo
À que pudesse espiar outro coração bandido
Esculpir meu medo tolo
Em palavras largadas
Talvez não seja a solução
Mas mostrar ao ser amado
Este desejo
Seria um ponto a mais
Para minha satisfação
Conquistá-la para sempre
Em meu peito
Este lado animal
Que derrama minha libido
Nos lençóis que deito
Boquiaberto, espreito
Um enlevo, um desejo
Em seu corpo esmerado
A saúde em pleno labor
Não há ser neste mundo
Caridoso o bastante
Para dividir tão lindo tesouro
Não há homem que não tema
Perde-la,
Não há mente que não seja
Atacada, estrangulada,
Esfaqueada, ensangüentada
Pelo medo, nobre medo
De ser seu corpo
De outro
À que pudesse lamber
Com intenso desejo
Não há neste mundo moça mais bela
Beijo mais doce, bunda mais gostosa
Que a dela
Em um baú não posso guardá-la, prende-la
Pra esconder de todos sua beleza
Seria um ultraje à bondade divina
Que me surpreendera com essa
Fantástica obra prima
É mais vista que qualquer pedra rica
Mais amada que qualquer pátria
Uma jaula não seria suficiente
Para reprimir meu medo frágil
Enjaulá-la talvez não seria a solução
Não há ser neste mundo que não queira possuí-la
É este seu veneno
Que embriaga meu coração
O abraço que desejo
Faz mostrar a todo custo
Que o exemplo do meu ensejo
Egoísta, é tê-la só pra mim
Prendê-la em meus braços
Pra não escapar um só fio de cabelo
À que pudesse espiar outro coração bandido
Esculpir meu medo tolo
Em palavras largadas
Talvez não seja a solução
Mas mostrar ao ser amado
Este desejo
Seria um ponto a mais
Para minha satisfação
Conquistá-la para sempre
Em meu peito
Este lado animal
Que derrama minha libido
Nos lençóis que deito
Letras
Não me pareceu inóspita minha embriaguez matinal de segunda-feira. Foi paulatinamente e entrando de repente, não de súbito, uma vontade de brincar. Brincar de letras, não de sopa delas, mas de frases esmiuçadas e bonitas, que posteriormente, ou tão logo, enfeitariam minhas roupagens. Era meu âmago que manifestava o desejo de registrar meus devaneios.
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