Como de praxe, o ciúme lento foi encarnando em meu corpo frágil e tomou de assalto meu raciocínio, esganou-o. O sentimento puro nasceu ali, nasceu já morto em meu peito, latente em minha garganta imunda chumbando meu cérebro. Levou-me ao delírio e ao pranto.
Sujeitei-me às influências do amor, do vício ao ego e do temor. Nunca antes havia abocanhado as amarguras de um medo do tolo menino que tentou roubar meu coração.
Impossível que o amor seja apenas uma adaptação à que o homem se sujeitou para produzir mais e melhor! Isso é a mais pura das tolices! Como explicar nossos sentimentos? Nossos reflexos?! Nunca antes ouvi algo tão ridículo quanto que o amor é um efeito do homem! O amor não foi produzido pelo homem, em hipótese alguma! O homem é tão egoísta que não admite um ser mais inteligente que ele!
O capital fétido alagou de lama a mente dos egoístas arrastando-os ao caos da moral! Pobres que negaram o cristianismo, pobres que negaram as virtudes! Serão levados ao inferno da carne e queimados ao fogo da justiça!
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